A recuperação judicial, um mecanismo relativamente recente e que começou com a falência da Varig, foi mesmo uma grande arma das empresas para pagar credores e evitar a falência durante a turbulência da crise.
Segundo dados do Serasa, foram 667 pedidos de recuperação judicial de outubro do ano passado até setembro último, um aumento de 148% na comparação ao mesmo período anterior.
A recuperação judicial blinda as empresas de cobranças judiciais e pedidos de falência. Quando a Justiça aceita o plano, a empresa ganha tempo para renegociar dívidas de funcionários, fornecedores, governo.
Claro que, por ser um instrumento relativamente novo, cada vez mais empresas em situação pré-falimentar buscam o mecanismo. Provavelmente os pedidos cresceriam mesmo sem a crise. Mas certamente não neste ritmo.
Isso não impediu, no entanto, o crescimento do número de falências. Em setembro foram 89, o maior volume do ano. Houve 1.795 pedidos de falência nos nove meses do ano, alta de 5% frente ao mesmo período de 2008.